Fome Oculta: Apenas comer em quantidade não é garantia de crescimento e desenvolvimento normal nas crianças.

UNICEF afirma que 40% das crianças menores de 5 anos sofrem desse mal, que quase não tem sintomas, mas gera consequências tão graves quanto a desnutrição. A solução para isso será apresentada hoje nesta matéria.

Publicado em 02 de Setembro de 2019

milene

MILENE HENRIQUES, NUTRICIONISTA

Nutricionista há 11 anos, com mestrado pela UFMG e mãe de 2 bebês bons de garfo.
Milene Henriques criou o projeto Bebê Bom de Garfo e desde então já ajudou mais de 5 mil mães de todo o Brasil a dar fim ao sofrimento de ter um filho que não se alimenta bem.



Frequentemente em meus atendimentos, ou mesmo nas minhas redes sociais, recebo o seguinte comentário de algumas mães:

“Eu substituo a refeição por leite ou alguma bobeirinha que ele gosta, pois assim ele pelo menos ele fica de barriguinha cheia.”

E é daí que se desencadeia um grande problema: A fome oculta

Essa síndrome é um dos problemas do século XXI na saúde infantil, apontada pela ONU.

E hoje a UNICEF afirma que 40% das crianças menores de 5 anos (pobres ou ricas) sofrem desse mal.

Essa síndrome se caracteriza quando a criança tem acesso ao alimento, mas não ingere os nutrientes suficientes para garantir o crescimento e desenvolvimento normal da criança.

E as consequências podem ser graves...

Em meus 11 anos como nutricionista infantil eu tenho acompanhado todo esse processo e a evolução da fome oculta na infância.

E o que vejo é um sentimento generalizado de CULPA nas mães por seus filhos não ingerirem os nutrientes que necessitam na alimentação.

Em todo esse tempo eu pude ajudar mais de 5 mil mães, de maneira presencial e Online, e todas elas chegam com as mesmas queixas:

  • Eu não sei o que dar para ele em cada refeição.

  • Eu não sei se o que ele come é realmente suficiente para que ele se desenvolva normalmente.

  • E se meu filho não gosta de um determinado alimento fonte de um importante nutriente... quais substituições posso fazer para mantê-lo nutrido?

  • Mesmo ele comendo pouco em quantidade, dá para manter ele nutrido?

  • Como eu vou saber que ele está bem nutrido?

E o maior problema que essas mães enfrentam não é a FALTA de informação e sim o EXCESSO de “informação” inadequada. Ou os famosos palpites...

Parentes e amigos insistem em dizer: “Dá isso ou aquilo para ele...” ou “Ele é criança, deixa ele comer o que quiser...”

Ou até mesmo recebe orientação de profissionais despreparados, que indicam suplementos inadequados, ou até os famosos “engrossantes” de mamadeira para encher a barriguinha.

E com essas orientações inadequadas, a mãe acaba se perdendo e fazendo substituições erradas quando a criança não come um determinado alimento.

Pois pelo menos assim “ele fica de barriguinha cheia”

Ou mesmo recorre a suplementos generalizados para que ele, mesmo não comendo, receba os nutrientes necessários.

Mas isso acaba atrapalhando mais e mais a alimentação... E deixa a criança mais próxima da temida fome oculta e suas consequências.

Mas então o que fazer? Como saber se meu filho sofre desse mal?

E o melhor, como prevenir ou mesmo sanar a fome oculta?

É disso que trataremos nesta matéria.

A metodologia apresentada neste artigo já ajudou 5.302 mães até o presente momento.

Mães que antes estavam totalmente perdidas sobre como alimentar seus filhos da maneira correta e garantir que eles recebessem em seus pratos, TUDO que precisavam para crescerem normalmente e de maneira saudável.

Mães que não aceitavam ser guiadas por palpites ou orientações sem embasamento e que queriam o melhor para os seus filhos.

Mães que, mesmo sem muito tempo, conseguiram seguir um passo a passo simples para garantir saúde no prato de seus pequenos.

E se você também está preocupada com seu pequeno e deseja saber como garantir que ele ingira todos os nutrientes necessários de uma maneira leve e natural.

Você está prestes a ler algo que te mostrará como fazer isso (de maneira simples)


Querida mamãe,

Eu sei o quanto é difícil carregar a responsabilidade única e exclusiva de nutrir um ser.

Nós mães trazemos isso desde a gestação.

Assim que sabemos que estamos grávidas já não podemos mais nos alimentar como antes, pois agora um ser depende de nós para crescer e desenvolver saudável.

Na amamentação a situação se agrava. Uma pressão gigante cai em nossos ombros por sermos responsáveis por dar o único alimento necessário para eles até os 6 meses.

E após isso a responsabilidade só vai crescendo e as dificuldades aumentando...

Vem a introdução alimentar e uma infinidade de alimentos sólidos fontes de nutrientes necessários para a vida dos nossos filhos.

Mas como dar? Qual dar? Em qual quantidade?

Sei disso pois sou nutricionista há 11 anos com formação e mestrado pela UFMG. Mas muito além disso eu sou MÃE, de 2.

E sofri e sofro MUITO para garantir que eles recebam os melhores alimentos possíveis, dentro de uma sociedade que só sabe palpitar e impor regras para nós mães.

Família

Meus pequenos: Heitor e Arthur

Meus filhos hoje são muito saudáveis, ativos e espertos. E sei que muito disso é devido a uma alimentação de qualidade que fiz questão de garantir para eles.

Mas eu sei que minha formação e experiência como nutricionista, muito antes de ser mãe, me ajudou muito nisso.

E sei também que, infelizmente, nem todas as mães tem acesso a informações simples e cruciais, que garantem uma alimentação de qualidade.

E sem saber do que eu sei e ensino, muitas mães se perdem na alimentação dos pequenos, acarretando muitas vezes na temida fome oculta.

E o maior problema da fome oculta é que ela é silenciosa.

Ou seja, mesmo crianças que aparentam estarem saudáveis, mesmo aquelas que não apresentam baixo peso, podem sofrer com isso.

E as consequências são alarmantes.

A criança com fome oculta tem seu desenvolvimento físico e intelectual comprometido, podendo apresentar:

Baixa estatura, falta de concentração, irritabilidade, insônia, baixo rendimento escolar

Mas o que mais preocupa são as outras doenças que esse mal pode acarretar como obesidade, hipertensão, diabetes e até alguns tipos de câncer.

BBC-NEWS

Fonte: BBC-NEWS Brasil

Opas

Fonte: OPAS Brasil

Doenças que antes eram consideradas “coisas de velho” agora estão acometendo nossas crianças e o motivo está em uma alimentação deficiente em nutrientes e rica em calorias.

E o pior, essas doenças não tem cura, então se seu filho apresentar alguma delas logo antes dos 5 anos, ele viverá por no mínimo mais 70 ou 80 anos doente.

Com todos esses estudos e dados, e com meus 11 anos de experiência tendo ajudado mais de 5.300 mães eu posso dizer com convicção:


Deixar que ele coma alguma bobeirinha só para encher a barriga, ou fazer substituições inadequadas é PIOR do que ele não comer


Isso porque ele vai ficar cheio e “sem fome”, mas também sem nutrientes.

Então qual a solução? Como fazer ele ingerir os nutrientes necessários, mesmo que ele não coma muito em quantidade?

A solução é: entender quais são os nutrientes que seu filho precisa para crescer e ter um vasto repertório de alimentos fontes desses nutrientes para oferecer.

Assim, caso ele rejeite um, você tem vários outros que são fonte para fazer uma substituição adequada e garantir que ele ingira tudo que precisa.

Foi isso que essas mães fizeram e assim conseguiram garantir que seus filhos comessem bem em qualidade.

Elas esqueceram o drama e o desespero que sentiam ao ver que seus filhos não estavam ingerindo o que precisavam para ficarem saudáveis.

depoimento-comentário
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Todas as mais de 5 mil mães que ajudei estavam perdidas e angustiadas, sem saber como dar saúde no prato de seus pequenos.

Sem entender como fariam para que eles não tivessem prejuízos físico e mentais por ter uma alimentação pobre em nutrientes.

Mas elas entenderam que era possível dar TUDO que seus filhos precisavam por meio dos alimentos, mesmo com crianças que comiam muito pouco em quantidade.

Elas viram que não bastava se basear em palpites de amigos e parentes.

Elas viram que não bastava se contentar em dar suplementos industrializados.

Alimentar e nutrir vai muito além de só comer.

E elas conseguiram tudo isso entendendo um passo a passo simples, que te mostrarei agora.


Como saber se meu filho sofre de fome oculta?

O primeiro passo de toda mãe na busca por uma boa nutrição é entender o estado atual.

Será que seu filho tem mesmo uma carência de nutrientes? Será que a alimentação atual dele está comprometida?

Antes de ser mãe, quando uma mulher vinha eu meu consultório com a suspeita de ter um filho com fome oculta, eu logo pedia um exame de sangue.

Mas ao ser mãe e ver o quanto é dolorido ter que fazer esses exames, eu vi que existem meios mais fáceis de identificar alguns sintomas.

E os principais são:


  • Letargia: Se seu filho parece sempre desinteressado e apático isso pode ser um sinal

  • Sono prejudicado: Se ele tem tido muito mais sono que o normal, ou mesmo se tem tido insônia. Ambos são sinais de carência nutricional.

  • Falta de concentração: pode ser percebido tanto em bebês quanto em crianças maiores. Mas se ele é mais velho essa falta de concentração pode ser observada tanto nas brincadeiras, quanto no rendimento na escolinha.

  • Crescimento abaixo do comum: Tanto em peso (pouco ganho de peso), mas principalmente na estatura.

  • Alterações de humor: Irritabilidade, birras constantes e apatia também podem ser sinais.

  • Alterações intestinais: Prisão de ventre ou intestino solto

  • Baixa imunidade: Fica doente com frequência, ou uma ferida demora a cicatrizar.

  • Fraqueza e cansaço excessivo: crianças que brincam, mas se cansam com facilidade.

  • Pele, cabelo e unhas fracas

  • Anemia


Esses são os principais sintomas de uma carência nutricional.

Cada um deles pode estar associado a um ou mais nutrientes essenciais para o desenvolvimento.

E por isso vemos sintomas opostos, como sonolência e insônia, prisão de ventre e intestino solto, podendo acontecer.

Dependendo do nutriente que falta, pode ocorrer tanto um, quanto o outro.

Mas é preciso lembrar que, a fome oculta é silenciosa e esses sintomas podem ocorrer apenas em fases agudas.

Seu filho pode estar com carência de nutrientes e mesmo assim ainda não apresentar sintomas.

Então é preciso ficar atenta e a regra básica é a seguinte:


Se ele NÃO come alimentos em variedade, mesmo sem nenhum dos sintomas acima, com certeza ele tem ou terá fome oculta.


Mas então como garantir que ele cresça saudável, mesmo que ele coma pouco?

Todas as mais de 5mil mães que me procuraram e conseguiram garantir saúde no prato de seus pequenos, entenderam o que chamo de Tripé da Boa Nutrição Infantil.

São 3 pilares básicos, que poucas mães conhecem, mas que fazem total diferença quando colocados em ação.

Conhecendo esses 3 pilares, você poderá garantir que seu filho receba saúde no prato e esquecer a angústia e a eterna desconfiança de que ele não está se desenvolvendo como deveria.

E se você quer isso, você precisa conhecer o Tripé da Boa Nutrição Infantil.